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Mais um entrave à imigração na Suíça

por Nuno Barreto, em 10.02.14

A maioria dos suíços votou hoje a favor da imposição de restrições à imigração vinda do resto da Europa. Um resultado que não me surpreende, tendo em conta aquilo que conheço da Suíça, e tendo em conta a que crise financeira que ainda não acabou.

 

Vamos ver o que é que isto significará na prática, mas adivinham-se ainda mais entraves à entrada de portugueses na Suíça.

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publicado às 07:42

Mais uma reportagem

por Nuno Barreto, em 16.04.12

Desta vez na TVI, mais uma reportagem a mostrar os riscos de emigrar sem nada definido no País de destino.

 

Vejam a reportagem da TVI sobre a emigração na Suíça.

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publicado às 16:17

Ajudar Portugal

por Nuno Barreto, em 10.01.12

Há muito tempo que ouço a célebre frase: "Eu fico em Portugal para ajudar o País". Isto parte de uma ideia de que para Portugal avançar é preciso ficarmos todos lá. E que sair é desistir. É deixar de ajudar Portugal. É deixar de criar riqueza em Portugal.

 

Eu não sei qual é a origem desse conceito, mas na minha opinião, fora em muitas raras excepções, e um conceito falso.

 

Uma pessoa que emigra, emigra em princípio para um país com melhores condições de vida em termos financeiros. Fora muito raras excepções, mesmo os que não emigram pelo dinheiro, vão sempre para um país onde os salários são superiores. E aí podemos dividir as pessoas em dois grupos. Ou tinham emprego em Portugal, ou não tinham.

 

Se não tinham trabalho, estavam impossibilitadas de contribuir positivamente para o País de forma mensurável (Excepto através de trabalho voluntário). Na melhor das hipóteses estariam a sobrecarregar o orçamento dos familiares, e na pior das hipóteses estariam a usufruir de subsídios de emprego ou rendimentos mínimos. Para uma pessoa desempregada em Portugal, a emigração é sempre largamente positiva para o País.

 

Se tinham trabalho, é verdade que deixam de contribuir através dos impostos, segurança social, e outros. Mas o emigrante vai estar a receber mais dinheiro, e a enviar dinheiro para Portugal. É dinheiro que está a entrar em Portugal, e a sair do país estrangeiro. É uma contribuição real para o aumento da taxa de exportação, pois entra dinheiro em Portugal sem sair nada de lá (excepto o recurso humano). E dinheiro que entra em Portugal, mais tarde ou mais cedo é gasto no sistema financeiro português, e é taxado a 23%. Na pior das hipóteses, é substituído em Portugal por um imigrante. Mas esse imigrante que veio trabalhar para Portugal vai tirar menos dinheiro de Portugal, que o emigrante português vai pôr. Até aí o saldo é positivo.

 

Acresce a tudo isso o facto de o emigrante quase não custar dinheiro a Portugal. Não usufrui dos serviços públicos (excepto embaixadas e consulados), não desgasta o património público, não gasta orçamento de estado na saúde ou na assistência social. Portanto, pelo menos em termos financeiros, o saldo é francamente positivo. As remessas de emigrantes já chegaram a 6% do PIB nacional, são um forte contributo para a economia, e além das remessas, muito mais dinheiro é gasto no consumo de produtos a quando das deslocações dos emigrantes a Portugal.

 

As excepções à regra são:

  1. Pessoas com capital para investir na formação de uma empresa (se o fizerem no estrangeiro em vez de em Portugal, estarão de facto a criar riqueza fora do País).
  2. Investigadores com um conhecimento importante que podem fazer avançar o País tecnologicamente.
  3. Activistas que tentem mudar as políticas do País para melhor.
Fora esses casos, que é uma fatia ínfima da população, a emigração não só não é prejudicial ao País, como é bastante benéfica.

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publicado às 14:50

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