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Portugueses a passar fome na rua

por Nuno Barreto, em 07.02.12

E se dúvidas houvesse que as coisas não estão fáceis para quem "tenta a sorte" na Suíça, aqui fica uma pequena reportagem da RTP sobre o tema:

 

Na Suíça há portugueses a passar fome e a dormir na rua

 

Não aconselho ninguém a vir para cá sem ter onde ficar, ou condições para voltar para Portugal se as coisas correrem mal. Arranjar emprego cá não está fácil. Se quiserem arriscar, venham ao menos conscientes de quais os verdadeiros riscos.

 

(Visto no Sonhos Milka)

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publicado às 09:43

Ajudar Portugal

por Nuno Barreto, em 10.01.12

Há muito tempo que ouço a célebre frase: "Eu fico em Portugal para ajudar o País". Isto parte de uma ideia de que para Portugal avançar é preciso ficarmos todos lá. E que sair é desistir. É deixar de ajudar Portugal. É deixar de criar riqueza em Portugal.

 

Eu não sei qual é a origem desse conceito, mas na minha opinião, fora em muitas raras excepções, e um conceito falso.

 

Uma pessoa que emigra, emigra em princípio para um país com melhores condições de vida em termos financeiros. Fora muito raras excepções, mesmo os que não emigram pelo dinheiro, vão sempre para um país onde os salários são superiores. E aí podemos dividir as pessoas em dois grupos. Ou tinham emprego em Portugal, ou não tinham.

 

Se não tinham trabalho, estavam impossibilitadas de contribuir positivamente para o País de forma mensurável (Excepto através de trabalho voluntário). Na melhor das hipóteses estariam a sobrecarregar o orçamento dos familiares, e na pior das hipóteses estariam a usufruir de subsídios de emprego ou rendimentos mínimos. Para uma pessoa desempregada em Portugal, a emigração é sempre largamente positiva para o País.

 

Se tinham trabalho, é verdade que deixam de contribuir através dos impostos, segurança social, e outros. Mas o emigrante vai estar a receber mais dinheiro, e a enviar dinheiro para Portugal. É dinheiro que está a entrar em Portugal, e a sair do país estrangeiro. É uma contribuição real para o aumento da taxa de exportação, pois entra dinheiro em Portugal sem sair nada de lá (excepto o recurso humano). E dinheiro que entra em Portugal, mais tarde ou mais cedo é gasto no sistema financeiro português, e é taxado a 23%. Na pior das hipóteses, é substituído em Portugal por um imigrante. Mas esse imigrante que veio trabalhar para Portugal vai tirar menos dinheiro de Portugal, que o emigrante português vai pôr. Até aí o saldo é positivo.

 

Acresce a tudo isso o facto de o emigrante quase não custar dinheiro a Portugal. Não usufrui dos serviços públicos (excepto embaixadas e consulados), não desgasta o património público, não gasta orçamento de estado na saúde ou na assistência social. Portanto, pelo menos em termos financeiros, o saldo é francamente positivo. As remessas de emigrantes já chegaram a 6% do PIB nacional, são um forte contributo para a economia, e além das remessas, muito mais dinheiro é gasto no consumo de produtos a quando das deslocações dos emigrantes a Portugal.

 

As excepções à regra são:

  1. Pessoas com capital para investir na formação de uma empresa (se o fizerem no estrangeiro em vez de em Portugal, estarão de facto a criar riqueza fora do País).
  2. Investigadores com um conhecimento importante que podem fazer avançar o País tecnologicamente.
  3. Activistas que tentem mudar as políticas do País para melhor.
Fora esses casos, que é uma fatia ínfima da população, a emigração não só não é prejudicial ao País, como é bastante benéfica.

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publicado às 14:50

Há que fugir da Troika

por Nuno Barreto, em 17.10.11

As dificuldades em Portugal são do conhecimento de todos, mas parece que se agravaram ainda mais. Recebo cada vez mais emails a pedir emprego (a resposta é sempre a mesma, não tenho emprego para ninguém). Estão todos aflitos para fugir de Portugal, para o el-dorado da escolha. Seja Suíça ou outro País apetecível.

 

A mensagem que tenho para todos é: A não ser que ou tenham um bom nível de francês ou um CV competitivo (leia-se Informática, Engenheiro Civil, Enfermeiros e Médicos), não vale a pena nem tentar. A sério. E mesmo para quem tem um bom nível de francês, é muito complicado. Para mulheres é mais ou menos fácil de arranjar qualquer coisa, ou seja, procurem no jornal GHI por anúncios de babysitter. Mas não esperem fazer mais de 2000CHF por mês (provavelmente menos) com umas horas aqui e outras ali. Para homens ainda mais difícil é. Não é impossível, mas está lá perto.

 

O problema desta crise é que é uma crise global. No passado, quando havia crise em Portugal, os outros países europeus estavam relativamente bem. Mas agora já não é o caso. Há crise em quase todos os países, e mesmo que na Suíça não se sinta directamente, a verdade é que há 20x mais pessoas a tentar vir para cá. E como em todas as coisas, os melhores é que ficam. Em empregos onde antes quase qualquer pessoa conseguia entrar, nos dias de hoje pedem alguém que fale fluentemente 3 línguas (caso verídico, não vou mencionar a empresa).

 

Por isso, tenho pena de dar estas más notícias, mas para quem não veio já, é provavelmente demasiado tarde...

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publicado às 13:37

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